Como proteger equipamentos sensíveis contra surtos elétricos sem perder desempenho

Torres de energia com raios ilustrando proteção de equipamentos contra surtos elétricos

Compreender o que é surto elétrico é essencial para quem busca proteger equipamentos sensíveis sem comprometer o desempenho.

Um surto elétrico é uma elevação súbita e transitória da tensão em um circuito, que pode durar microssegundos, mas ser suficiente para danificar componentes eletrônicos.

Em ambientes corporativos, residenciais e principalmente industriais, esses fenômenos se tornam ainda mais críticos devido à quantidade de equipamentos conectados e à complexidade das redes elétricas.

A proteção contra surtos não deve apenas evitar danos, mas também preservar a performance dos sistemas, garantindo continuidade operacional.

Neste texto, você vai entender os riscos que os surtos elétricos representam, os principais tipos de equipamentos vulneráveis e as melhores práticas para protegê-los sem perda de desempenho.

O que caracteriza um surto elétrico

Um surto elétrico é definido como um aumento repentino da tensão elétrica além dos valores normais de operação.

Apesar de sua duração extremamente curta, ele pode atingir níveis capazes de comprometer placas, fontes e circuitos integrados.

Diferente de oscilações mais suaves ou de quedas de energia, os surtos agem de forma invisível.

Muitas vezes, o usuário só percebe sua ocorrência quando há falhas recorrentes, redução da vida útil ou queima repentina de um equipamento.

Esse caráter silencioso e cumulativo torna os surtos um dos maiores riscos ocultos para eletrônicos sensíveis.

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Por que os equipamentos sensíveis sofrem mais com surtos elétricos

Equipamentos modernos utilizam componentes cada vez menores e mais sofisticados, como microprocessadores, módulos de memória e circuitos integrados de alta densidade.

Esses elementos suportam apenas pequenas variações de tensão.

Alguns exemplos de equipamentos mais vulneráveis incluem:

  • Computadores, notebooks e servidores.

  • Sistemas de automação e controladores lógicos programáveis (CLPs).

  • Equipamentos de telecomunicações.

  • Máquinas médicas e laboratoriais.

  • Dispositivos de armazenamento de dados.

Mesmo surtos de baixa intensidade, quando repetidos, provocam degradação progressiva.

Isso significa que um equipamento pode falhar de forma inesperada meses depois de ter sido exposto a múltiplos eventos.

Consequências de não proteger adequadamente

Placa eletrônica com processador superaquecido em chamas

Ignorar a proteção contra surtos elétricos pode gerar uma série de problemas, como:

  • Queima imediata de componentes: fontes de alimentação, placas-mãe e módulos de controle são os mais afetados.

  • Redução da vida útil: mesmo sem falha instantânea, o desgaste acumulado reduz a confiabilidade.

  • Perda de dados: surtos podem corromper arquivos e interromper operações em andamento.

  • Paradas inesperadas: em ambientes industriais, um único surto pode interromper linhas de produção.

  • Custos elevados: além da substituição de peças, há prejuízos com tempo de inatividade e perda de produtividade.

Essas consequências reforçam a necessidade de adotar medidas de proteção eficazes.

Estratégias para proteger equipamentos sensíveis sem perder desempenho

A proteção contra surtos não deve prejudicar a performance dos sistemas.

Pelo contrário: deve ser integrada de forma a manter a confiabilidade elétrica e garantir eficiência.

1. Uso de dispositivos de proteção contra surtos (DPS)

Os DPS são a primeira barreira contra sobretensões.
Instalados em quadros de distribuição, desviam o excesso de energia para o aterramento.

  • Classe I: proteção contra descargas atmosféricas diretas (mais comuns em indústrias e prédios com SPDA).

  • Classe II: proteção contra surtos induzidos ou de chaveamento, comuns em redes de energia.

  • Classe III: proteção localizada para equipamentos sensíveis, geralmente instalados próximos às tomadas ou painéis secundários.

O uso combinado desses dispositivos cria uma defesa em camadas, conhecida como coordenação de proteção.

2. Nobreaks com filtragem e estabilização

Um nobreak de qualidade não apenas fornece energia durante quedas, mas também estabiliza a tensão e filtra picos.

Benefícios principais:

  • Garante energia contínua em casos de interrupção.

  • Reduz os impactos de surtos e ruídos elétricos.

  • Mantém a operação de sistemas críticos sem perda de desempenho.

Nobreak torre de alta potência da TS Shara com display digital superior.

Essa solução é indispensável em ambientes corporativos e industriais, onde o tempo de inatividade pode gerar prejuízos significativos.

3. Sistema de aterramento eficiente

Sem aterramento, qualquer proteção fica comprometida.
Ele é o caminho seguro para dissipar a energia excedente.

Um bom sistema de aterramento deve apresentar baixa resistência e ser regularmente inspecionado.

Conexões corroídas, cabos mal dimensionados ou ausência de equipotencialização reduzem a eficácia da proteção.

4. Planejamento da instalação elétrica

O planejamento correto da rede elétrica reduz vulnerabilidades.

Boas práticas incluem:

  • Separar cargas sensíveis de cargas de potência.

  • Dimensionar cabos e disjuntores conforme a carga prevista.

  • Evitar sobrecargas e emendas improvisadas.

  • Seguir normas técnicas, como a NBR 5410, que regula instalações elétricas de baixa tensão.

Esses cuidados evitam que os surtos se propaguem de forma descontrolada.

5. Manutenção preventiva e monitoramento

Dispositivos de proteção, como DPS e nobreaks, também sofrem desgaste com o tempo.
A manutenção preventiva é essencial para garantir sua eficácia.

Inclui:

  • Checar indicadores de DPS.

  • Testar baterias e autonomia de nobreaks.

  • Medir a resistência do aterramento periodicamente.

  • Realizar inspeções visuais em cabos e conexões.

Monitorar e manter a rede elétrica reduz riscos e preserva o desempenho dos equipamentos.

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Equilíbrio entre proteção e desempenho

Muitas vezes surge a dúvida: proteger os equipamentos pode reduzir seu desempenho?

A resposta é não, desde que os dispositivos certos sejam escolhidos e instalados corretamente.

DPS, nobreaks e aterramento bem projetados atuam de forma complementar.
Eles criam uma barreira invisível que preserva os sistemas sem interferir em sua velocidade ou produtividade.

Na prática, isso significa mais confiabilidade e menos tempo de inatividade, sem perdas de performance.

Soluções TS Shara para proteção de equipamentos sensíveis

A TS Shara desenvolve nobreaks e soluções de energia voltados para diferentes níveis de proteção.

Os equipamentos são projetados para estabilizar a tensão, filtrar surtos e oferecer autonomia em quedas de energia.

Com monitoramento inteligente e recursos avançados, os nobreaks da TS Shara ajudam empresas e residências a manterem seus equipamentos seguros, sem abrir mão do desempenho.

Conclusão

Compreender o que é surto elétrico e adotar estratégias de proteção é indispensável para garantir a confiabilidade de equipamentos sensíveis.

A combinação de DPS, nobreaks, aterramento eficiente e manutenção preventiva cria uma barreira robusta contra danos, sem comprometer o desempenho.

Com soluções da TS Shara, empresas e residências podem operar com tranquilidade, sabendo que seus equipamentos estão protegidos contra um dos riscos mais comuns e silenciosos das redes elétricas.

Perguntas frequentes

  1. O que é surto elétrico e por que ele é perigoso?
    É um pico momentâneo de tensão que pode danificar ou reduzir a vida útil de equipamentos eletrônicos.
  2. Apenas raios causam surtos elétricos?
    Não. Também podem ser provocados por chaveamentos de cargas, falhas na rede e problemas de aterramento.
  3. Nobreak e estabilizador são a mesma coisa?
    Não. O nobreak fornece energia de backup e filtra surtos, enquanto o estabilizador apenas regula a tensão.
  4. Um filtro de linha simples protege contra surtos?
    Não de forma eficaz. A proteção adequada deve incluir DPS e nobreaks.
  5. É possível proteger equipamentos sem perder desempenho?
    Sim. Com dispositivos adequados e instalação correta, a proteção é feita sem comprometer a performance.
  6. O aterramento é realmente necessário?
    Sim. Sem ele, tanto DPS quanto nobreaks não funcionam de maneira eficiente.
  7. Todo surto causa danos imediatos?
    Nem sempre. Muitos provocam desgaste cumulativo, que reduz a vida útil ao longo do tempo.
  8. Preciso de proteção em ambiente residencial?
    Sim. Computadores, televisores e modems também são vulneráveis a surtos.
  9. Qual a manutenção necessária em sistemas de proteção?
    Verificação periódica de DPS, baterias de nobreaks e medições do aterramento.
  10. O investimento em proteção é alto?
    Não quando comparado aos custos de reposição de equipamentos e às perdas causadas por falhas.

 

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