Implementando redundância ativa com nobreaks de 240 kVA: estratégias para garantir zero downtime em aplicações financeiras.

Nobreak de 240 kVA com redundância ativa em ambiente crítico.

O nobreak 240kva desempenha um papel essencial em ambientes financeiros de missão crítica, onde o tempo não é apenas dinheiro, mas a própria base de funcionamento das operações. No setor financeiro, cada segundo de inatividade em um data center de banco, em uma plataforma de negociação de ações ou em um sistema de processamento de transações pode resultar em perdas financeiras astronômicas, danos à reputação e quebra de confiança do cliente.

Para essas aplicações de missão crítica, a energia não pode ser apenas contínua; ela precisa ser confiável em nível máximo.

A busca por alta disponibilidade, muitas vezes descrita como uptime de 99,999% (os chamados five nines), exige mais do que um simples nobreak potente. Exige uma arquitetura de energia resiliente, com múltiplas camadas de segurança. 

É aqui que entra o conceito de redundância ativa, uma estratégia sofisticada que pode ser implementada com a tecnologia dos nobreaks da linha TS Tryon IN Modular da TS Shara.

Neste texto, vamos detalhar como construir um sistema de 240 kVA com redundância ativa, embora outras configurações sejam possíveis, feitas sob demanda, utilizando o paralelismo de nobreaks modulares para criar uma verdadeira fortaleza energética para o setor financeiro e bancário.

O fundamento da resiliência: redundância ativa (N+1)

Antes de projetar a solução de 240 kVA, é crucial entender o que significa redundância ativa. Em sistemas de energia, ela é frequentemente descrita pela fórmula N+X:

  • N representa o número de módulos ou unidades de nobreak necessários para suportar a carga total da operação.

  • +X representa o número de unidades extras (redundantes), que estão online e prontas para assumir a carga instantaneamente em caso de falha em qualquer unidade de “N”.

A configuração mais comum é a N+1, onde há uma unidade redundante para o sistema inteiro. Se um componente ativo falhar, a unidade extra garante a continuidade da operação, com tempo de transferência zero.

A estratégia de 240 kVA: da teoria à prática com o TS Tryon Modular

O Nobreak TS Tryon IN Modular é disponibilizado em gabinetes de até 120 kVA. Para atingir potências superiores, como 180 kVA, 200 kVA ou 240 kVA, a estratégia depende do projeto:

  • Sob demanda, a TS Shara pode desenvolver soluções especiais em 180 kVA e 200 kVA, ajustadas a necessidades específicas de clientes.

  • Para projetos de maior porte e expansibilidade futura, o caminho mais recomendado é o paralelismo de gabinetes, conectando até 3 unidades de 120 kVA e alcançando 360 kVA de potência instalada.

Para implementar uma solução robusta de 240 kVA com redundância ativa (N+1), a configuração prática é:

  1. Dimensionamento da carga (N): a carga crítica da aplicação financeira é de 240 kVA. Para suportá-la, seriam necessários dois gabinetes de 120 kVA em paralelo (N = 2).

  2. Adição da redundância (+1): para assegurar a disponibilidade contínua, adiciona-se um terceiro gabinete de 120 kVA em paralelo (+1).

O resultado é um sistema de três gabinetes de 120 kVA em paralelo redundante, totalizando 360 kVA instalados para proteger uma carga crítica de 240 kVA.

Como funciona na prática?
A carga é distribuída dinamicamente entre os três gabinetes. Se um deles falhar ou precisar ser retirado para manutenção, os dois restantes assumem a carga de forma instantânea, sem interrupção.

As camadas de proteção: redundância em múltiplos níveis

A robustez da linha TS Tryon Modular está no fato de oferecer redundância em diferentes níveis:

  • Nível 1 – Redundância do sistema (paralelismo de gabinetes): a configuração 2+1 (três gabinetes de 120 kVA) garante que a falha de uma unidade inteira não comprometa o fornecimento de energia.

  • Nível 2 – Redundância interna (módulos de potência): cada gabinete de 120 kVA é formado por 4 módulos de 30 kVA em paralelo redundante. Assim, mesmo dentro de um único gabinete, se um módulo falhar, os outros três continuam fornecendo energia.

Essa arquitetura de dupla redundância cria um sistema extremamente confiável, em que múltiplas falhas precisariam ocorrer em cascata para causar uma interrupção – cenário estatisticamente improvável.

Tecnologias essenciais para a alta disponibilidade em finanças

Analista monitorando gráficos financeiros em painel digital.

Para que a redundância funcione, a linha TS Tryon incorpora recursos fundamentais:

  1. Online dupla conversão: isola a carga da rede elétrica, fornecendo energia limpa em onda senoidal pura com tempo de transferência zero.

  2. Hot Swap: módulos de potência e baterias podem ser substituídos sem desligar o sistema, garantindo operação contínua em 24/7.

  3. Bypass estático e manual: assegura proteção em sobrecargas extremas e permite manutenções complexas sem afetar a carga.

  4. Processamento avançado: gerenciado por DSPs e IGBTs de alta qualidade, assegurando estabilidade, eficiência e resposta rápida a falhas.

Conclusão

Garantir alta disponibilidade em aplicações financeiras não depende apenas da potência do nobreak, mas da estratégia de redundância empregada.

Com o uso de três gabinetes de 120 kVA em configuração N+1, a TS Shara entrega uma arquitetura capaz de sustentar 240 kVA de carga crítica, com múltiplas camadas de proteção. E, sob demanda, a empresa também oferece projetos especiais entre 40 e 200kVA, ampliando ainda mais a personalização da solução.

O resultado é um sistema preparado para falhas de componentes, manutenções programadas e até para a falha de uma unidade inteira sem comprometer a operação. Para o setor financeiro, onde a continuidade é inegociável, trata-se de uma verdadeira apólice de segurança para proteger tanto a operação quanto a reputação da empresa.

Perguntas Frequentes

1. É possível ter um nobreak de 180 kVA ou 200 kVA, ou ainda outras potências na linha TS Tryon?

Sim. Embora a linha padrão seja comercializada em gabinetes de até 120 kVA, a TS Shara desenvolve sob demanda soluções especiais de 180 kVA e 200 kVA ou outra sob demanda para atender projetos específicos de clientes.

2. Como funciona a configuração de 240 kVA com redundância N+1?

Para suportar 240 kVA de carga crítica, utilizam-se dois gabinetes de 120 kVA (N=2). Para garantir redundância ativa, adiciona-se um terceiro gabinete (+1), formando uma configuração de três unidades em paralelo, totalizando 360 kVA instalados.

3. Qual a vantagem de usar paralelismo de nobreaks em vez de um equipamento único de alta potência?

O paralelismo oferece redundância, escalabilidade e manutenção simplificada. Se um gabinete falhar, os demais assumem a carga automaticamente. Além disso, a infraestrutura pode crescer até 360 kVA sem substituir os equipamentos já instalados.

4. O que acontece se um módulo interno de 30 kVA falhar dentro de um gabinete de 120 kVA?

Cada gabinete é composto por quatro módulos de 30 kVA em paralelo redundante. Caso um módulo falhe, os demais continuam a operar normalmente, garantindo que a carga não seja impactada.

5. Quais setores se beneficiam dessa arquitetura de redundância ativa?

Além do setor financeiro, que exige alta disponibilidade 24/7, essa solução é ideal para data centers, telecomunicações, saúde e indústrias que não podem parar suas operações.

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