Instalar um nobreak de potência elevada, como os modelos de 60, 120 ou até 360 kVA, exige muito mais do que apenas dimensionar a carga elétrica. Um dos pontos críticos para garantir a vida útil, eficiência e segurança do sistema está em um aspecto muitas vezes negligenciado: as condições do ambiente onde o nobreak será instalado.
Temperatura, umidade, ventilação, fluxo de ar e poeira são variáveis que influenciam diretamente o desempenho de um nobreak de grande porte.
Sem um projeto adequado de climatização e ambiente controlado, até mesmo os nobreaks mais modernos e robustos podem apresentar falhas, degradação prematura ou até desligamentos inesperados.
Neste texto, você entenderá por que a refrigeração adequada é indispensável em ambientes que abrigam um nobreak de potência elevada, quais são os riscos de um projeto sem controle climático e os cuidados essenciais para garantir o funcionamento seguro e contínuo do sistema.
Por que o ambiente importa?
Nobreaks de grande porte operam com elevado consumo de energia e dissipam calor significativo durante a conversão, filtragem e fornecimento de energia ininterrupta.
Além disso, componentes internos como IGBTs, capacitores, transformadores e ventiladores são sensíveis a variações térmicas e ao acúmulo de sujeira.
O superaquecimento de componentes eletrônicos é uma das principais causas de falhas prematuras em sistemas de energia crítica.
Ambientes mal refrigerados podem:
- Reduzir a vida útil do equipamento em até 50%;
- Causar desligamentos por temperatura elevada;
- Danificar circuitos internos sensíveis;
- Comprometer a autonomia das baterias;
- Gerar riscos de incêndio em situações extremas.
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Temperatura ideal e limites de operação
A maioria dos nobreaks trifásicos de grande porte operam de forma ideal em ambientes entre 20 °C e 25 °C. Alguns fabricantes indicam tolerância de até 40 °C, mas isso não significa que o sistema será eficiente nesses extremos.
Acima de 30 °C, muitos sistemas entram em modo de proteção térmica, acionando alarmes ou mesmo desligando automaticamente para evitar danos maiores.
Já temperaturas abaixo de 10 °C podem afetar o desempenho das baterias estacionárias, reduzindo sua capacidade de descarga.

Umidade, poeira e qualidade do ar
Além da temperatura, o ambiente da sala em que está o nobreak precisa ter umidade relativa controlada, idealmente entre 45% e 60%.
Umidade excessiva pode causar oxidação de placas e curtos-circuitos, enquanto ar muito seco favorece descargas eletrostáticas.
Poeira e partículas em suspensão também são inimigos silenciosos. Elas:
- Obstruem ventiladores e filtros;
- Aumentam o atrito térmico;
- Aceleram o desgaste de placas e conectores.
Por isso, nobreaks de potência elevada nunca devem ser instalados em locais improvisados, abertos ou sem climatização adequada.
Sistemas de refrigeração recomendados
Para garantir um ambiente controlado, o ideal é que a sala onde está o nobreak conte com:
- Ar-condicionado de precisão (HVAC), preferencialmente redundante;
- Exaustores e dutos com fluxo de ar contínuo e direcionado;
- Sensor de temperatura e umidade com monitoramento em tempo real;
- Pressurização positiva, evitando entrada de poeira externa;
- Filtro de partículas e umidade nos sistemas de ventilação.
Esses elementos devem fazer parte do projeto desde o início, considerando a carga térmica dissipada pelos nobreaks em operação contínua.
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Distribuição do fluxo de ar e posicionamento
Outro ponto essencial é o posicionamento físico do nobreak e a lógica do fluxo de ar no ambiente.
- Não encostar o nobreak em paredes, deixar espaçamento lateral e traseiro para ventilação;
- Evitar que saídas de ar quente retornem para entradas de ar frio;
- Manter os racks de baterias em posição que permita troca de calor eficiente;
- Instalar sensores térmicos estratégicos no ambiente para verificar hotspots.
Integração com sistemas de monitoramento (BMS/DCIM)
Hoje, nobreaks modernos, como os da linha TS Tryon Modular, já são compatíveis com sistemas de gerenciamento remoto, como BMS (Building Management System) ou DCIM (Data Center Infrastructure Management).
Ao integrar os sensores ambientais com o status do nobreak, o operador consegue:
- Monitorar temperatura ambiente e interna dos módulos;
- Receber alertas antecipados de aquecimento;
- Realizar desligamentos preventivos programados;
- Ajustar a climatização de forma inteligente, economizando energia.
Conclusão
Um nobreak de potência elevada só opera com segurança e eficiência se estiver em ambiente projetado para ele. Isso inclui climatização adequada, umidade controlada, limpeza do ar e espaço físico com fluxo de ventilação otimizado.
Tratar a sala onde está o nobreak como parte do projeto, e não como um espaço qualquer, é garantir a longevidade do sistema, a segurança da operação e a continuidade dos seus serviços críticos.
Se você está planejando instalar ou atualizar sua infraestrutura de energia, conte com o suporte técnico da TS Shara para avaliar não apenas a potência necessária, mas as condições ideais para o desempenho total do seu sistema.
Perguntas Frequentes
1. Qual é a temperatura ideal para uma sala onde fica um nobreak de potência elevada?
Entre 20 °C e 25 °C. Acima de 30 °C o sistema já pode entrar em modo de proteção térmica, reduzindo o desempenho ou até desligando.
2. Por que a umidade também precisa ser controlada?
Umidade excessiva pode oxidar componentes e causar curtos. Já ar seco em excesso aumenta o risco de descarga eletrostática.
3. É necessário ar-condicionado específico para a sala onde fica o nobreak?
Sim. O ideal é usar ar-condicionado de precisão (HVAC), preferencialmente redundante, com controle de temperatura e umidade.
4. Poeira e partículas no ar podem danificar o nobreak?
Sim. Elas comprometem a ventilação, aceleram o desgaste interno e aumentam o risco de falha térmica nos componentes eletrônicos.
5. Como saber se o ambiente está adequado para meu nobreak?
O ideal é contar com sensores integrados ao sistema e monitoramento contínuo por BMS ou software do próprio nobreak. A TS Shara oferece suporte técnico para essa avaliação.
