O que é surto elétrico? Guia simples para entender os riscos e como se proteger com soluções eficazes

Ilustração sobre surto elétrico e proteção contra picos de energia.

Você já se perguntou o que é surto elétrico e por que ele pode causar tantos problemas em equipamentos residenciais, comerciais e industriais?

Esse fenômeno ocorre de forma rápida e silenciosa, mas é capaz de comprometer computadores, sistemas de automação, servidores, eletrodomésticos e até linhas de produção inteiras.

Embora dure apenas microssegundos, o surto elétrico representa um risco real.
Ele provoca desgaste acelerado em componentes eletrônicos, aumenta a chance de falhas repentinas e pode gerar prejuízos financeiros significativos.

Neste guia simples, você vai entender em detalhes o que caracteriza um surto elétrico, quais são suas principais causas e como se proteger de forma eficaz.

O que é surto elétrico?

Um surto elétrico é definido como um aumento repentino e transitório da tensão em um circuito elétrico.

Esse pico ultrapassa os limites normais de operação e pode danificar componentes sensíveis.

Ao contrário de uma queda de energia, que interrompe o fornecimento, o surto não é percebido visualmente.

Ele ocorre em frações de segundo e só deixa vestígios quando afeta diretamente os equipamentos conectados.

Mesmo pequenos surtos, se repetidos com frequência, reduzem a vida útil de placas eletrônicas, fontes de alimentação e sistemas de controle.

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Principais causas de surtos elétricos

1 – Descargas atmosféricas

Os raios são uma das causas mais conhecidas de surtos.

Quando atingem a rede elétrica ou estruturas próximas, geram sobretensões que se espalham pelas instalações.

2 – Chaveamento de cargas internas

O acionamento de motores, elevadores, sistemas de refrigeração ou máquinas de solda provoca variações bruscas de corrente e tensão.

Essas oscilações internas geram surtos que percorrem toda a rede elétrica.

3 – Instabilidades na rede da concessionária

Falhas, religamentos automáticos e manobras de chaveamento feitos pela distribuidora de energia podem introduzir picos de tensão que chegam até os consumidores.

4 – Problemas de aterramento

Um sistema de aterramento inadequado ou mal executado não consegue dissipar a energia excedente.

Com isso, os surtos encontram caminho pelos equipamentos conectados.

Riscos e consequências dos surtos elétricos

  • Queima imediata de equipamentos: placas, fontes e fusíveis são os primeiros componentes a falhar.

  • Perda de dados: em servidores e computadores, surtos podem corromper arquivos ou interromper processos em andamento.

  • Interrupção de processos críticos: em indústrias e empresas, paradas repentinas comprometem produtividade e prazos.

  • Custos elevados: a reposição de peças e máquinas gera gastos diretos, além das perdas indiretas por inatividade.

  • Redução da vida útil: mesmo quando não causam falhas imediatas, surtos enfraquecem gradualmente os equipamentos.

Como se proteger contra surtos elétricos

Proteger equipamentos contra surtos elétricos exige uma abordagem combinada, que integra dispositivos adequados, boas práticas de instalação e manutenção periódica.
Não existe um único recurso capaz de eliminar todos os riscos.
A segurança depende da soma de medidas preventivas e corretivas.

Painel elétrico com bornes e cabos organizados para distribuição de energia.

1. Dispositivos de proteção contra surtos (DPS)

Os DPS são equipamentos geralmente instalados nos quadros de distribuição elétrica, também podem fazer parte de filtros de linha.

Eles funcionam como válvulas de escape: quando ocorre uma sobretensão, o dispositivo direciona esse excesso para o aterramento, impedindo que atinja os equipamentos conectados.

Existem diferentes classes de DPS:

  • Classe I: projetados para descargas atmosféricas diretas, normalmente usados em instalações industriais e em edifícios com SPDA (para-raios).

  • Classe II: protegem contra surtos de chaveamento e sobretensões induzidas, muito comuns em redes de distribuição e em instalações comerciais.

  • Classe III: destinados à proteção localizada, próximos a equipamentos sensíveis, como servidores, computadores e sistemas de telecomunicação.

A escolha do DPS correto deve considerar o ambiente, a carga instalada e as normas técnicas em vigor.

Sem um aterramento adequado, entretanto, o DPS perde sua eficiência.

2. Nobreaks com filtragem e estabilização

Um nobreak não serve apenas para fornecer energia em casos de queda.

Modelos de qualidade também atuam como filtros ativos de energia, estabilizando a tensão e reduzindo impactos de picos e variações.

As principais funções dos nobreaks contra surtos incluem:

  • Estabilização: mantém a tensão dentro de limites seguros, mesmo quando a rede apresenta oscilações.

  • Filtragem: elimina ruídos elétricos e picos momentâneos antes que cheguem aos equipamentos.

Nobreaks são especialmente indicados para equipamentos de alta criticidade, como servidores, sistemas de automação, equipamentos hospitalares e centrais de dados.

3. Aterramento adequado

O aterramento elétrico é a base de qualquer estratégia de proteção.

Ele garante que a energia excedente, ao invés de circular pelos equipamentos, tenha um caminho seguro até o solo.

Um sistema de aterramento eficiente deve:

  • Possuir baixa resistência de terra.

  • Estar corretamente dimensionado de acordo com a carga da instalação.

  • Ser periodicamente inspecionado para evitar corrosão ou falhas em conexões.

Sem aterramento, tanto DPS quanto nobreaks perdem eficácia, pois não terão para onde direcionar a energia excedente.

4. Planejamento da instalação elétrica

Uma rede elétrica mal planejada aumenta o risco de surtos e falhas em cascata.

Por isso, algumas boas práticas são essenciais:

  • Separar cargas sensíveis de cargas pesadas: equipamentos de informática, por exemplo, não devem estar no mesmo circuito que motores ou máquinas de solda.

  • Evitar sobrecarga de tomadas e circuitos: o excesso de equipamentos em um único ponto aumenta a chance de aquecimento e falhas.

  • Utilizar cabos e disjuntores dimensionados corretamente: cada circuito deve ser projetado para suportar a carga prevista, evitando superaquecimentos e riscos elétricos.

  • Seguir normas técnicas: como a NBR 5410, que define os requisitos para instalações de baixa tensão no Brasil.

Um bom planejamento reduz vulnerabilidades e aumenta a confiabilidade de toda a instalação.

5. Manutenção preventiva

Mesmo com os melhores equipamentos, a proteção contra surtos depende de manutenção contínua.

Com o tempo, dispositivos como DPS e nobreaks podem perder eficiência devido ao desgaste natural ou à ocorrência de múltiplos eventos de surtos.

A manutenção preventiva deve incluir:

  • Verificação periódica dos DPS: muitos modelos possuem indicadores visuais que sinalizam quando precisam ser substituídos.

  • Inspeção do aterramento: medir regularmente a resistência de terra garante a eficiência do sistema.

  • Testes em nobreaks: checar o estado das baterias, o tempo de autonomia e a resposta diante de falhas na rede.

  • Inspeção visual de cabos e conexões: identificar sinais de aquecimento, oxidação ou mau contato.

Esse cuidado evita falhas inesperadas, reduz custos com manutenção corretiva e aumenta a vida útil dos equipamentos.

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Soluções eficazes com nobreaks TS Shara

A TS Shara oferece nobreaks desenvolvidos para proteger equipamentos contra surtos elétricos e instabilidades da rede.
Essas soluções combinam:

  • Estabilização de tensão.

  • Filtragem de picos e ruídos.

  • Monitoramento inteligente.

  • Autonomia em casos de queda de energia.

Dessa forma, empresas e residências garantem maior confiabilidade e prolongam a vida útil de seus ativos tecnológicos.

ao escolher um nobreak, procure por modelos que ofereçam proteção adicional contra surtos e controle de energia para evitar que os dispositivos conectados sejam danificados por flutuações de energia.

Perguntas frequentes

  1. O que é surto elétrico em termos simples?
    É um pico de tensão momentâneo que ultrapassa os níveis normais e pode danificar equipamentos eletrônicos.
  2. Todo surto elétrico causa danos imediatos?
    Nem sempre. Muitos surtos apenas enfraquecem componentes, reduzindo a vida útil ao longo do tempo.
  3. Um filtro de linha protege contra surtos?
    Modelos mais baratos não oferecem proteção adequada. É necessário investir em filtros de linha que tenham DPS, como os modelos da TS Shara  e nobreaks com filtragem.
  4. Os surtos elétricos são mais comuns em áreas industriais?
    São comuns em todos os ambientes, mas indústrias enfrentam riscos maiores devido ao chaveamento de cargas pesadas.
  5. Vale a pena investir em proteção contra surtos?
    Sim. O custo da proteção é menor do que os prejuízos causados pela perda de equipamentos e dados.

Conclusão

Saber o que é surto elétrico e como ele age é o primeiro passo para evitar falhas inesperadas, prejuízos financeiros e interrupções críticas.
Com o uso de dispositivos de proteção, aterramento eficiente e nobreaks de qualidade, é possível reduzir riscos e garantir maior confiabilidade para seus equipamentos.

A TS Shara oferece soluções que unem tecnologia, segurança e eficiência, ajudando você a manter sua operação protegida contra os efeitos invisíveis, mas perigosos, dos surtos elétricos.

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