Conectividade amplia riscos e exige proteção elétrica adequada para evitar falhas e prejuízos
A presença de eletrônicos inteligentes no dia a dia dos brasileiros cresce em ritmo acelerado. TVs conectadas, eletrodomésticos smart, dispositivos de automação, sensores e equipamentos integrados à internet passaram a fazer parte da rotina de residências e empresas. Esse avanço, no entanto, traz um alerta: quanto mais conectados e sofisticados, mais vulneráveis esses equipamentos se tornam a falhas, ataques e instabilidades elétricas.
Dados divulgados pela Anatel em outubro de 2025 mostram a dimensão desse cenário. O Brasil já registra cerca de 270 milhões de acessos à internet por meio da telefonia móvel, evidenciando um país altamente conectado e cada vez mais dependente de dispositivos eletrônicos para comunicação, trabalho e serviços essenciais.
Quando a inteligência vira risco
Diferentemente dos eletrônicos tradicionais, os dispositivos inteligentes operam de forma contínua, conectados à rede e integrados a outros sistemas. Na prática, isso significa que oscilações de energia, quedas repentinas, picos elétricos e microinterrupções, muitas vezes imperceptíveis, podem causar danos silenciosos aos equipamentos, reduzir sua vida útil e comprometer dados e sistemas.
Segundo Jamil Mouallem, sócio-diretor Comercial e de Marketing da TS Shara, esse é um problema cada vez mais comum:
“Os eletrônicos evoluíram muito em inteligência e conectividade, mas ficaram mais sensíveis. Hoje, não é preciso um grande apagão para causar prejuízo. Pequenas variações na rede elétrica já são suficientes para danificar equipamentos e interromper operações”, explica.
Como proteger eletrônicos inteligentes na prática
Para reduzir riscos e garantir maior segurança no uso de dispositivos conectados, o especialista aponta soluções objetivas e já disponíveis no mercado:
- Uso de nobreaks: essenciais para equipamentos inteligentes e sistemas críticos, os nobreaks garantem energia contínua em casos de queda ou oscilação, evitando desligamentos abruptos, perda de dados e danos aos componentes eletrônicos;
- Filtros de linha e protetores contra surtos: atuam como a primeira barreira de proteção, absorvendo picos de energia causados por instabilidades da rede elétrica, descargas atmosféricas ou acionamento de grandes cargas;
- Proteção dedicada para equipamentos sensíveis: dispositivos conectados, como roteadores, câmeras, servidores, automação residencial e sistemas de segurança, devem estar ligados a soluções específicas de proteção elétrica;
- Planejamento da infraestrutura elétrica: pensar na proteção desde a instalação reduz custos com manutenção, evita trocas prematuras de equipamentos e aumenta a confiabilidade dos sistemas.
Tecnologia exige resiliência
Com o avanço da digitalização, da inteligência artificial e da automação no Brasil, a proteção elétrica deixou de ser apenas uma questão técnica e passou a ser estratégica. Em um país altamente conectado, garantir a continuidade do funcionamento dos eletrônicos inteligentes é fundamental para a segurança, a produtividade e a confiança na tecnologia.
Para Mouallem, o recado é claro:
“A tecnologia só cumpre seu papel quando funciona de forma contínua e segura. Investir em proteção elétrica não é um custo extra, é uma forma de preservar equipamentos, dados e a própria experiência do usuário em um mundo cada vez mais inteligente e conectado”, conclui.
Fonte: IpeSi – 30/01/26
