Casas inteligentes exigem infraestrutura elétrica confiável

PEDRO AL SHARA

Acionar luzes e ar condicionado pelo celular, monitorar a casa por câmeras conectadas, abrir a porta por biometria facial ou controlar eletrodomésticos à distância são alguns exemplos de automação residencial que já fazem parte da rotina de um número crescente de brasileiros. À medida que a automação avança, surge também uma preocupação que começa a ganhar cada vez mais atenção nos debates sobre a dependência energética: o que acontece quando a energia falta ou falha?

Casas inteligentes ou smart homes deixaram de ser uma tendência para se tornar uma realidade. Estimativas da consultoria Imarc Group apontam que o mercado brasileiro de smart homes movimentou cerca de US$ 3 bilhões em 2025, impulsionado pela busca por mais conforto, segurança, eficiência energética e conectividade. Quanto maior a quantidade de dispositivos integrados e conectados à energia e à internet, maior também é a dependência de uma infraestrutura elétrica robusta capaz de manter esses sistemas funcionando de forma contínua.

Em uma smart home, qualquer interrupção de energia vai muito além de apagar as luzes. Dependendo da configuração da residência, câmeras de segurança podem deixar de gravar e processar imagens, roteadores desligam, fechaduras eletrônicas passam a operar em modo de emergência, centrais de automação ficam indisponíveis e o monitoramento remoto deixa de funcionar justamente quando é mais necessário.

“Muitas pessoas investem em dispositivos inteligentes pensando em conforto, praticidade e segurança, mas acabam esquecendo que toda essa tecnologia depende de uma infraestrutura elétrica confiável. À medida que as residências ficam mais conectadas, proteger a energia passa a ser um requisito para garantir que esses sistemas continuem funcionando quando são mais necessários”, explica Pedro Al Shara, CEO da TS Shara, fabricante nacional de equipamentos de proteção de energia.

Embora diversos dispositivos possuam baterias internas para funções específicas, a maioria depende da alimentação elétrica contínua e da conexão com a internet para operar plenamente. Além da interrupção dos serviços, oscilações e surtos de tensão podem reduzir a vida útil dos equipamentos e, em casos mais severos, provocar danos permanentes aos aparelhos elétricos e eletrônicos.

Segundo Pedro Al Shara, esse é um aspecto que ainda recebe pouca atenção dos consumidores. “É comum que as pessoas pesquisem a velocidade da internet, comparem câmeras ou escolham uma fechadura mais moderna, mas raramente consideram a infraestrutura elétrica como parte desse projeto. Uma casa inteligente também precisa ser resiliente para continuar oferecendo segurança e conectividade mesmo diante de uma queda de energia”, afirma.

DICAS – Mas como tornar uma casa inteligente mais preparada para quedas de energia? Para reduzir os impactos de interrupções elétricas e proteger os equipamentos conectados, especialistas recomendam algumas medidas:

– Identifique os equipamentos essenciais – Defina quais dispositivos precisam continuar funcionando durante uma falta de energia, como modem, roteador, câmeras de segurança, gravadores de vídeo (DVR/NVR), fechaduras eletrônicas e centrais de automação.

– Proteja os aparelhos contra surtos de tensão – Oscilações na rede elétrica podem causar danos irreversíveis aos equipamentos eletrônicos. A utilização de dispositivos de proteção ajuda a minimizar esses riscos e aumenta a vida útil dos aparelhos.

– Garanta a conectividade – Grande parte dos dispositivos inteligentes depende da internet para funcionar. Manter modens e roteadores energizados por um período determinado permite preservar funções importantes, como o monitoramento remoto da residência.

– Faça manutenção preventiva da instalação elétrica – Revisar periodicamente conexões, quadros elétricos e sistemas de proteção reduz falhas e aumenta a confiabilidade da infraestrutura da casa.

“Uma casa inteligente não é apenas aquela que reúne mais tecnologia, mas aquela que continua funcionando com segurança diante de situações inesperadas. Planejar a proteção da infraestrutura elétrica significa preservar os investimentos feitos em automação e garantir que esses recursos cumpram seu papel quando realmente forem necessários”, conclui Pedro Al Shara.

Fonte: IpeSi – 19/08/26

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