Quedas de energia podem inutilizar armazenamento das vacinas contra Covid-19

Um dos maiores desafios no processo de imunização da população contra a Covid-19 está no armazenamento das vacinas, que podem estar sujeitas a diversos riscos externos que podem comprometer danos aos estoques. Doses da vacina CoronaVac destinadas ao Hospital Federal de Bonsucesso, no Rio de Janeiro, por exemplo, acabaram inutilizadas cerca de 726 doses depois de uma queda de energia no local.

Com a modernização de hospitais e clínicas nos últimos anos, o investimento em recursos tecnológicos se tornou uma estratégia bastante necessário no setor de saúde, especialmente durante o período de quarentena e isolamento social. Os hospitais, certamente, têm geradores de energia que mantém suas atividades e instalações protegidas contra quedas de energia de longo prazo. No entanto, existem ocasiões em que distúrbios elétricos sejam internos à distribuição de energia, o que pode prejudicar a rede e, por fim, processos e equipamentos dependentes dela.

No que se refere à segurança do funcionamento dos equipamentos, para preservação das condições de armazenamento das vacinas, o edital do “Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19”, publicado pelo Ministério da Saúde, recomenda o uso de geradores de energia elétrica, nobreak, ou ainda câmaras refrigeradas com autonomia de 72 horas ou em conformidade com o plano de contingência local.

“Nessas circunstâncias, a aplicação de um sistema de nobreaks é a melhor solução para garantir o fornecimento ininterrupto de energia para equipamentos que não podem parar seu funcionamento, como freezers, geladeiras e balcões refrigerados que são responsáveis por armazenar vacinas, medicamentos, bolsas de sangue entre outros produtos altamente perecíveis, pois colocaria em risco a vida de pessoas e acarretaria em enormes prejuízos financeiros”, explica Pedro Al Shara, engenheiro eletrônico e CEO da TS Shara, fabricante de equipamentos de proteção de energia.

As fontes de alimentação ininterruptas (UPS), conhecidas como nobreaks, protegem sistemas críticos, evitando picos de tensão e uma inconsistência dos equipamentos conectados a ele. Nesse caso, o nobreak não apenas fornece a “ponte” de proteção até que um sistema de geradores entre em ação, mas uma vez que esteja devidamente dimensionado e aplicado também fornece condicionamento de energia que isola os equipamentos médicos contra distúrbios de energia. Esses distúrbios podem surgir na rede elétrica ou internamente ao sistema de distribuição do hospital.

Segundo o engenheiro, a melhor recomendação, principalmente em casos de grandes quantias de vacinas, é o uso combinado de geradores independentes e os nobreaks. “Após uma queda de energia, os nobreaks irão garantir o funcionamento de freezers e geladeiras, mesmo no pequeno intervalo entre a queda de energia e o acionamento do gerador. Além disso, alguns nobreaks também já contam com um sistema de alertas e monitoramento, que informam mesmo a distância quando há risco de algum problema com as vacinas”, finaliza Al Shara.

Publicação original: Portal Hospitais Brasil

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